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Tragédia em Mariana completa 1 ano e centenas de moradores protestam

05/11/2016

Distrito de Bento Rodrigues foi destruído por rejeitos de minério da Samarco (Foto: Felipe Dana/AP)

 

A maior tragédia ambiental da história do Brasil completa um ano nesse sábado (5). Em Minas Gerais, moradores e manifestantes participam de um protesto no distrito de Bento Rodrigues, que foi destruído por causa do rompimento da barragem da Samarco.

 

Cerca de 400 pessoas que participam da marcha de Mariana chegaram no fim da manhã a Bento Rodrigues. Eles caminharam pelo vilarejo e participaram de um culto ecumênico. O grupo faz parte do Movimento dos Atingidos por Barragens, que saiu de Regência, no Espírito Santo, na última segunda-feira (31), e percorreu 700 quilômetros até chegar a Mariana.

 

Eles foram dar apoio às vítimas do acidente e participar de atividades e debates sobre saúde e direitos humanos dos atingidos pela tragédia.

 

“As pessoas atingidas estão muito angustiadas sobre como vai ser o futuro. Há uma grande incerteza de como vai ser a definição a minha casa, da minha vida definitiva. Ainda é tudo muito provisório, o cartão do salário mínimo é provisório, é uma coisa que não é pra sempre, a casa é provisória”, relata Letícia de Oliveira, coordenadora do Movimento dos Atingidos por Barragens.

 

As famílias que sobreviveram ao acidente também participaram da celebração em Bento Rodrigues. O vilarejo foi o mais atingido pela avalanche de rejeitos que desceu da Barragem de Fundão, que pertence à mineradora Samarco.

 

Durante o culto religioso, uma encenação com pessoas sujas de lama relembrou o drama vivido pelas vítimas. Os manifestantes também carregaram cruzes para homenagear os 19 trabalhadores e moradores que morreram na tragédia.

 

“Eu perdi minha neta aqui e um pedaço de mim foi embora”, lamenta Hermínia Monteiro, avó de Emanuele.

 

Bento Rodrigues continua em ruínas e nada mudou desde o dia da tragédia. O local vai ser inundado para a construção de um dique, que deve conter os rejeitos que ainda estão espalhados na área da barragem que se rompeu.

 

Fonte: G1

 

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