Funcionários públicos ocupam prefeitura de Macaúbas


(Foto: Marcos Rita Sant'Ana / Macaúbas Notícias)

Nesta manhã de segunda-feira (19), a Prefeitura Municipal de Macaúbas foi ocupada pelos funcionários públicos da educação e apoiadores em uma ação coordenada pela APLB e pelo Movimento TPM.


O motivo da manifestação é o atraso nos salários dos servidores públicos municipais de diversas áreas e o pagamento do 13° salário dos funcionários concursados da educação.


Momento que o professor Fábio Seixas informa sobre a ocupação da prefeitura


Segundo o professor Fábio Seixas, eles estiveram em 04 oportunidades tentando conversar com o prefeito antes desta ocupação, porem em nenhuma delas o prefeito José João Pereira (Zezinho) estava presente na prefeitura.


E que segundo informações de funcionários, a prefeitura não teria condições de pagar os salários que estão 2, 3 meses atrasados e o 13° dos professores, que a prioridade da prefeitura seria o pagamento de fornecedores, sendo justificado que se não pagassem os fornecedores a máquina pública pararia citando como exemplo provedor de internet, que se não fosse pago a prefeitura não teria condições de funcionar.


O que irritou profundamente os trabalhadores, e que este movimento de hoje, também é uma forma deles mostrarem que não é somente por fornecedores que a prefeitura para, mas também pela falta do material humano, dos profissionais.


O Movimento Todos Por Macaúbas protocolou oficio na prefeitura exigindo a publicidade dos recursos recebidos e sua destinação conforme a Lei 12.527/2011 (veja o ofício).


Tendo em vista os recorrentes atrasos de salários, sabidamente de conhecimento popular, expondo centenas de trabalhadores e suas famílias em estado de vulnerabilidade, o que demonstra o descaso e insensibilidade por parte da gestão pública municipal, solicita também em caráter de urgência as informações documentais referentes à folha de pagamentos pelos setores da administração municipal, especificando o número de trabalhadores com os salários em atrasos, com seus respectivos nomes, cargos ocupados e renumeração correspondente, bem como o número de meses em atraso, e solicitam também informações sobre os recursos já recebidos e previsão de recebimentos para o mês de dezembro de 2016.


Os manifestantes somente deixarão o prédio mediante suas reivindicações atendidas pelo prefeito ou em caso de liminar expedida pela justiça em contrário permanecerão exercendo e exigindo seus direitos constitucionais.


Nossa reportagem entrou em contato com o prefeito José João Pereira (Zezinho) que nos relatou que se encontra surpreso com esse ato de ocupação por parte dos professores.


Segundo Zezinho, os salários dos professores estão em dia, faltando apenas o 13° que ainda está dentro do prazo para pagamento e que vai pagar, que os professores estão se antecipando a uma situação, disse também que sempre atendeu as reivindicações da classe inclusive sobre o Plano de Carreira.


Ainda segundo Zezinho, ele já se reuniu com o Movimento, que inclusive na semana passada, houve uma reunião com o setor jurídico da prefeitura com a presença dos advogados.


Informou que os funcionários concursados estão com os salários em dia inclusive o 13° salário, que somente os professores ainda não receberam o 13° e voltou a frisar que ainda está dentro do prazo, que somente os funcionários contratados estão em atraso, mas que ele quer acertar com todos, que está aguardando a entrada de recursos para isso.


Sobre os fornecedores, disse que é preciso saber dosar, que a prioridade sempre foram os funcionários, mas que a prefeitura não pode deixar de pagar seus fornecedores e citou alguns exemplos; que a prefeitura não pode deixar de pagar os mercados, senão o hospital fica sem alimentos, os postos de combustíveis, senão não tem como rodar as ambulâncias, inclusive as que levam pacientes para tratamentos fora de Macaúbas, a internet, senão eles ficam sem sistema e trava todas as operações inclusive os pagamentos, a energia elétrica, que a prefeitura gasta em torno de R$200 mil mensais e que até foi feito um acordo com a Coelba onde foi pago uma parte e parcelou o restante, pois se cortarem a energia todos os órgãos da prefeitura param, hospitais, postos de saúdes, escolas, enfim tudo pararia.


Zezinho disse que a dívida com fornecedores é relativamente pequena e que também pretende quita-las, mas que aguarda que entre os recursos e que espera encerrar sua gestão sem dividas tanto com fornecedor quanto com pessoal.


Sobre o recurso do repatriamento disse que uma parte entrou mês passado, e que estão aguardando a segunda parte, mas que ninguém sabe quando entrará, que ele espera que seja em dezembro para ajudar a acertar as contas da prefeitura.


E classificou essa manifestação como sendo em um momento inoportuno, pois é um período de transição de governo, de recebimentos de recursos e efetuação de pagamentos, que com a prefeitura fechada pelos manifestantes aí que não tem mesmo como fazerem os pagamentos.


Fotos: Marcos Rita Sant'Ana / Macaúbas Notícias

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